Pesquisadores da IBM estão a um passo de desenvolver chips que usam pulsos de luz, no lugar de sinais elétricos, para transportar informações entre si. A empresa criou um dispositivo que consome pouca energia e que pode transferir informação em alta velocidade usando luz.
“O dispositivo, chamado de fotodetector nanofotônico avalanche, é rápido e pode permitir avanços na computação com uso eficiente de energia, que podem ter implicações significativas para eletrônicos no futuro”, disse a IBM em um comunicado, que incluiu vídeo com detalhes do funcionamento do dispositivo (confira abaixo).
Anunciado na quarta-feira (3/3), o dispositivo, que foi detalhado em um artigo publicado no jornal Nature, é capaz de transmitir dados em velocidades de até 40 gigabits por segundo, usando suprimento de energia de 1.5 volt, segundo a IBM. Os sinais de luz são transportados por circuitos de silício, no lugar dos fios de cobre usados atualmente.
Feito usando tecnologia de semicondutores já existente, o dispositivo é particularmente significativo porque consome 20 vezes menos energia do que outros aparelhos, afirma a IBM.
O objetivo dos pesquisadores é montar uma interconexão óptica no chip que permite a construção de computadores com capacidade de desempenho de exaflops, equivalente a 1.000.000.000.000.000.000 flops.
Para colocar em perspectiva, um computador com um 1 exaflop será aproximadamente 600 vezes mais rápido do que o mais poderoso do mundo, um Cray XT5 chamado de Jaguar, do Laboratório Nacional Oak Ridge, nos Estados Unidos, que atinge 1.75 petaflops, ou 0.0175 exaflops.
Fonte: http://infornews.org/2010/03/nova-tecnologia-promete-criar-computadores-600-vezes-mais-rapidos/
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3 de dezembro de 2010
11 de março de 2009
Tecnologia permite descobrir de que assento do cinema veio cópia pirata
“Marca d’água” no áudio permite descobrir local exato em que pirata estava sentado quando filmou cópia ilegal.
Um dos grandes problemas enfrentado pela indústria cinematográfica é a velocidade da pirataria. Um filme chega aos camelôs quase simultaneamente com o cinema, graças aos cada vez menores equipamentos domésticos de filmagem. Agora, uma tecnologia de “marca d’água de áudio” pode facilitar a busca pelos infratores, localizando o assento exato usado para a gravação.
As cópias de filmes feitas dentro do cinema não são boas, muitas vezes são tremidas e trazem chiados, mas por sua rápida disponibilidade e baixo preço conseguem ser vendidas aos montes, o que preocupa a indústria. A solução pode estar vindo da Universidade de Osaka, noticiou a revista NewScientist .
A invenção do cientista japonês Noboru Babaguchi permite inserir uma “marca d’água sonora” junto à trilha do filme que, ao ser gravada por uma câmera digital, gera uma diferença no áudio. Assim, analisando uma cópia e a distância que a marca foi emitida até o microfone da câmera, seria possível localizar o local exato do assento em que o pirata estava.
Para que a tecnologia seja empregada com eficiência e validade, permitindo de fato a identificação do infrator, o cinema precisaria trabalhar com um mecanismo de identificação dos consumidores e cada assento marcado – alguns cinemas do mundo, inclusive no Brasil, já trabalham com lugares marcados. Talvez seja preciso fotografar cada cliente, algo que o especialista da divisão australiana anti-pirataria, Stephen Jenner, acredita que trará problemas de privacidade em diversos países do mundo.
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